Nalgumas folhas do selo de 12,5 MT da série "Exposição Mundial de Caça" de 1981 com sobretaxa de 2.500 MT imprimida em 1994 observei uma linha parassita em tinta preta que abrange os primeiros 5 selos da sétima linha (começa na margem direita do primeiro selo).
Sendo igual nos exemplares que examinei, não se trata de uma linha deixada por um corpo estranho arrastado durante a impressão. Provavelmente o defeito deve-se a uma saliência da chapa de impressão da sobretaxa suficientemente alta para receber tinta e deixar a marca nos selos. Não sei se o defeito é presente em todas as folhas ou se foi a dado momento corrigido.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Taxa de guerra com sobrecarga «Imposto do Sêlo»
Portaria n. 189
Sendo necessário suprir a falta de estampilhas do imposto do sêlo da taxa de um centavo requisitadas em tempo competente à Casa da Moeda mas ainda não recebidas;
Usando dos poderes que me confere o decreto de 31 de Março último:
Hei por conveniente determinar que sejam aplicáveis ao pagamento do imposto do sêlo por meio de estampilhas os selos da taxa de guerra de um centavo para cujo efeito deverá ser-lhes impressa a sobrecarga «Imposto do Sêlo».
As autoridades e mais pessoas, a quem o conhecimento desta competir, assim o tenham entendido e cumpram.
Govêrno Geral, em Lourenço Marques, 16 de Setembro de 1916. - O Governador Geral, Álvaro de Castro
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Bilhetes Postais manipulados
Não é raro encontrar no mercado filatélico bilhetes postais antigos com a franquia adicional que se descolou ou foi retirada. Geralmente reconhecem-se pelas marcas parciais, faltando a parte que obliterava o selo, e pela insuficiência do valor do postal para pagar o porte correspondente. Conhecendo a data de expedição e o valor da franquia em falta é até possível identificar o selo ou os selos que estavam originariamente colados ao postal.
Este bilhete postal, por exemplo, podia ter sido uma boa peça se o coleccionador tivesse dado mais importância ao postal no seu todo e não apenas ao selo (se foi ele que tirou) e à etiqueta de registo que tentou de retirar.
Bilhete postal da taxa de 10 réis registado expedido de Lourenço Marques (5 MAR 10) para Port Elizabeth (8 MAR 10). Retirada (em baixo à esquerda) a franquia adicional de 50 r. correspondente ao prémio de registo. Marca de trânsito de Johannesburg (6 MAR 10), de transporte ferroviário MIDLAND T.P.O.5 (8 MAR 10) e de chegada REGISTERED-PORT ELIZABETH (8 MAR 10)
Peças deste tipo estão sujeitas a uma forte desvalorização, o que é uma boa ocasião para os falsários poderem adquirir por poucos euros e transforma-las em peças extraordinárias ... por vezes também exagerando.
Refiro-me em particular a um bilhete postal objecto de um artigo de Steve Washburne que pode ser lido ao endereço http://home.att.net/~s.s.washburne/UseAbroad.htm (obrigado Fernando pela dica).
Washburne estrutura o seu artigo de um modo um pouco esquisito. Bem sabendo que o postal foi manipulado, só no fim é que fornece os detalhes determinantes ("LORENÇO" sem "U" e tinta preta em vez de azul) descrevendo inicialmente umas muito improváveis explicações do que podia ter acontecido. Talvez esteja a gozar com os que se limitam a apreciar a espectacularidade das peças sem se preocupar com os detalhes da mesma.
Apesar dos erros grosseiros do falsário, indicados por Washburne, serem mais do que suficientes para reconhecer a manipulação, vale a pena observar outros detalhes do carimbo falso, por ser útil na analise de outras peças parecidas.
"R" diferentes, sobretudo o primeiro (marca original à esquerda)
Os circulos vermelhos tem o mesmo diâmetro (328 pixel); o falsário errou a curva no ponto assinalado pela seta
Não se explica porque nestas áreas não haja qualquer vestígio de tinta mesmo que, como na marca original, a cor não seja muito intensa
Não é uma prova definitiva, mas é habitual que haja uma interrupção das linhas do carimbo ao passar do selo ao suporte. Quando não há é possível que o selo foi sobreposto à marca
sábado, 26 de dezembro de 2009
Havia camelos em Moçambique?
Quem não fez algum comentário sobre os selos de 1901 da Companhia do Nyassa com os camelos (dromedários) como motivo? "...as seis (taxas) mais elevadas (ostentam) dois camelos, o que demonstra uma ignorancia da fauna dos territórios da companhia, porque alí não há camelos" escrevia por exemplo Carlos George.
Mas será que não havia mesmo camelos em Moçambique? Certamente não como fauna autoctone e provavelmente não no Nyassa em 1901, mas em Tete em 1910 ...
do Relatório de 1910 do director dos Correios e Telegraphos do distrito de Tete
Os camelos até podiam ter tido (ou tiveram?) um papel importante no transporte dos correios se a experiencia deu bons resultados ... e iam custar somente um "litro" de sal por semana!
Curiosamente o director propunha a compra de uma fêmea adulta e de uma cria, exactamente os que aparecem nos selos do Nyassa.
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