domingo, 21 de outubro de 2012

Companhia de Moçambique. - "1 curto" não catalogado

Tanto o catálogo Simões Ferreira quanto o Afinsa não reportam a variedade do "1" com ponta curta no selo tipo Elefantes de 100 réis, castanho s/laranja, papel porcelana, denteado 11½. A variedade porém existe e a encontrei nesta folha

 
na posição 12



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quando os filatelistas eram "philatellistas"

Grande devia ser a preocupação de António Teixeira de Sousa se, pouco mais de 3 meses depois ter iniciado (25/6/1900) a exercer o cargo de Ministro e Secretário d'Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, decidiu apresentar ao Rei, em 8/10/1900, um projecto de decreto que permitisse um maior controlo sobre as receitas de venda de selos nas Províncias Ultramarinas.
O Ministro, no texto que acompanha a proposta de decreto, que será aprovado no mesmo dia e publicado no Diário do Governo n. 229 de 10 de Outubro1900, não raras vezes se referiu, como uma das cáusas dos desmandos que observou na gestão dos estoques de selos e sobretudo na impressão feita localmente de sobretaxas e sobrecargas, aos philatellistas, propondo também umas breves analises do mercado filatélico.
Sabemos assim que o valor dos selos aumentava se fossem obliterados, operação por vezes ilícita porque os selos nem serviram para franquia de correspondência. É curioso ver como, passados cerca de cem anos, em Moçambique voltou a aparecer o fenómeno dos selos que não servem para franquia.

A prática abusiva (mais uma vez lembra o Moçambique actual com a "emissão" de centenas de "selos" por ano) de sobretaxar os selos existentes com o pretexto de escassez de determinadas taxas, deve ter beneficiado principalmente os empregados dos correios, acusados pelos comerciantes filatélicos de serem os seus principais concorrentes.
 
António Teixeira de Sousa descreve também os gostos dos philatellistas: para estes nada é insignificante para valorizar os selos! Incluindo o filigramma!
Assim um facto "insignificante" como a impressão de uma sobrecarga com caracteres pequenos (os famosos "Guiné pequeno") levou a que estes selos fossem avidamente procurados pelos coleccionadores e enormemente cotados se confrontados com os selos normais.
O mesmo aconteceu com selos de Moçambique.
Depois da analise do mercado filatélico, o Ministro volta a acusar os empregados do correios e os seus negócios ilícitos.
Voltando a reafirmar a concorrência ilegal perpetrada em prejuízo do Estado e dos comerciante e apresentando um último exemplo de abuso, mais uma vez verificado em Moçambique: os selos com sobrecarga do Centenário Antonino.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

1926 - Bilhetes Postais da Companhia de Moçambique

O Decreto 9.613 de 23 de Abril de 1924 determinou a mudança dos portes para a correspondência com destino a Portugal, Ilhas e colónias portuguesas, e ao estrangeiro, devendo entrar em vigor no dia 15/5/1924. Nos territórios administrados pelo Estado, todavia, os novos portes entraram em vigor apenas em 1/6/1924 segundo as Ordens de Serviço da Direcção dos Correios e Telegráfos n. 69 e 70 de 19/5/1924, enquanto o mesmo decreto foi publicado no Boletim da Companhia de Moçambique apenas em 16/6/1924.
Por efeito do decreto (e do n. 11.096 de 22/9/1925), o porte dos bilhetes postais passou a ser de 48 c. se destinados a Portugal, Ilhas e colónias, e 96 c. se destinados ao estrangeiro.
A preparação dos novos bilhetes Postais e o seu envio para Beira, porém, tem demorado bastante e somente em 21/4/1926 uma Ordem do Governador dos Territórios da Companhia de Moçambique informa de ter recebido os novos bilhetes postais simples de $48 e $96, e bilhetes postais com resposta paga de $48+$48 e com sobretaxa de $96+$96 sobre $60+$60. A mesma Ordem determina a data da sua entrada em circulação fixada a 1/5/1926.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ceres de 4 c. com sobretaxa de 50 c. (1923)

Selo tipo "Ceres" de 4 c., da emissão de 1921, com sobretaxa de 50 c. (Afinsa n. 247)

A impressão da sobretaxa foi determinada pela Portaria n. 387 de 21 de Março de 1923 para remediar à momentânea carência de selos da taxa de 50 c. devida ao atraso das novas remessas da Casa da Moeda.  A mesma portaria estabeleceu que a sobretaxa fosse imprimida, pela Imprensa Nacional em Lourenço Marques, sobre 500.000 selos de 4 c.
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Carta expedida de Macuse (Porto Bello) em Dezembro 1923 com destino à Suíça.
Franquia composta por um par de selos de 4 c. com sobretaxa de 50 c. a pagamento do porte simples para uma carta com peso até 20 g com destino ao estrangeiro (porte em vigor de 15/4/23 a 1/6/24).